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Investigação: A falsa biomédica de Goiânia depõe em audiência

Saiba como está o processo que investiga a falsa biomédica de Goiânia

Raquel Policena, a falsa biomédica de Goiânia, diz que se sente “parcialmente culpada” pela morte da ajudante de leilão Maria José Brandão, de 39 anos, que não resistiu as complicações decorrentes de aplicações de uma substância não identificada para aumentar o bumbum.

Na manhã desta segunda-feira (20), Raquel e o marido, Fábio Justiniano Ribeiro, foram interrogados em uma audiência do processo que investiga a sua participação na morte de Maria José. Durante o depoimento, a mulher tentou se justificar dizendo que fez aplicações nela mesma e não sofreu intercorrências.

Raquel é acusada de homicídio simples, exercício ilegal da medicina e falsificação de medicamentos, ela disse que parte destas acusações são legítimas. “Em parte são verdadeiras, porque eu fiz a aplicação. Mas em parte não, porque eu não sei se foi isso que causou a morte dela. Agora em relação à falsificação eu nunca falsifiquei nada. Fiz um curso de bioplastia, em Mogi Guaçu [SP], recebi o certificado”, afirmou.

O título de falsa biomédica

Raquel utilizava o título de biomédica para ludibriar as clientes, mas nunca frequentou uma aula do curso de graduação e muito menos o de especialização em biomedicina estética. E o fato de ela utilizar o título de biomédica para fazer aplicações de hidrogel (testemunhas disseram que ela utilizava essa substância) mostra que ela não entende nada sobre a profissão do biomédico.

Mesmo que fosse biomédica, Raquel não poderia realizar procedimentos que utilizem substâncias para aumentar o bumbum. Já na 1ª audiência do caso, realizada no dia 1º de agosto, o presidente do Conselho Regional de Biomedicina, Roni Castilho, foi ouvido e declarou que: “Para exercer a biomedicina estética é preciso fazer especialização, uma pós-graduação de, no mínimo 360 horas. Ainda que fosse biomédica especializada em estética, esse é um procedimento médico”.

O curso de bioplastia, também não a habilitava para fazer as aplicações, e o produto que ela utilizava, o hidrogel, é uma substância perigosa, e não recomendada pela maioria dos profissionais da saúde, pois se mal aplicada oferece sérios riscos para a saúde do paciente.

Outras vítimas

Em audiências anteriores três testemunhas foram ouvidas, e contaram que realizaram aplicações com Raquel, uma delas descreveu como era feito o procedimento. Segundo a testemunha, que não quis se identificar, o líquido injetado no bumbum era retirado de um frasco grande despejado em um copo de uísque e depois colocado na seringa. Emocionada, ela contou que perdeu o emprego e que ainda toma remédios para as dores que sente nas nádegas.

“Achei estranho pelo local e porque ela não usava luva, mas acabei fazendo porque via várias mulheres saindo bem. Mas eu saí de lá com muita tontura. Tive febre, muitas dores e fiquei 4 dias internada. Até hoje eu sinto dor em um dos lados, não consigo sentar direito. Minha vida acabou. Hoje, eu só quero esquecer tudo isso. Já sofri demais”, disse.

Decisão do Juíz

Está nas mãos do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, decidir se o casal vai a júri popular. Segundo ele, após a audiência o Ministério Público e a defesa tem cinco dias para apresentar as alegações finais. “Depois de feita toda instrução processual, após a apresentação deste memorial escrito eu vou decidir se eles vão a júri popular. Até o final do ano vamos ter esta decisão. Para eles irem a júri, temos que ver se há indícios de materialidade, e autoria, depois de analisar as alegações tanto da defesa quanto do Ministério Público”, disse o juiz.

Durante o processo, seis testemunhas foram ouvidas em Goiânia e outras sete por meio de precatória em outras cidades. Os réus respondem o processo em liberdade.

Fonte: G1 Goiás

Assessoria de Imprensa | Blog Biomedicina Estética

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